Em física, dilatação térmica é o nome que se dá ao aumento do volume de um corpo ocasionado pela aumento de sua temperatura, o que causa o aumento no grau de agitação de suas moléculas e consequente aumento na distância média entre as mesmas. A dilatação ocorre de forma mais significativa nos gases, de forma intermediária nos líquidos e de forma menos explícita nos sólidos, podendo-se afirmar que: Dilatação nos gases > Dilatação nos líquidos > Dilatação nos sólidos.
CONCEITOS
Temperatura é uma grandeza física pela qual avaliamos o grau de agitação térmica das moléculas de uma substância (sólida, líquida ou gasosa). As escalas utilizadas em tal avaliação podem ser a escala Celsius ou a Kelvin, que são centígrados, ou seja, a diferença entre o ponto de fusão e o ponto de ebulição da água é igual a cem divisões de escala. Além dessas, existe a escala Fahrenheit.
Calor é a energia térmica em trânsito provocada por diferenças de temperaturas, ou seja, se dois corpos, em temperaturas diferentes, forem postos juntos (contato térmico), a energia térmica do corpo de maior temperatura será transferida espontaneamente para o corpo de menor temperatura. Essa energia deslocada chamamos calor. Conceitualiza-se dois tipos de calor (abreviado pela letra Q): o calor sensível, que é a quantidade de calor que um corpo cede ou absorve, provocando apenas variação de temperatura, e o calor latente ou oculto, que é a quantidade de calor cedida ou absorvida provocando apenas mudança no estado físico.
Existem três formas de transmissão de calor: condução térmica, quando a energia é transportada de molécula a molécula (sem que estas sejam deslocadas), encontrada em sólidos; convecção térmica, que ocorre em substâncias fluidas (líquido+gasoso), e irradiação térmica, que é o calor transferido ou irradiado como ondas eletromagnéticas (ondas de calor, calor radiante). Ocorre, por exemplo, entre o Sol e a Terra. Este fato explica o motivo das garrafas térmicas utilizarem uma camada espelhada de metal e uma aproximação do vácuo. Com a aproximação do vácuo a transferêcia de calor por condução ou convecção será muito reduzida (seria impossível se fosse um vácuo perfeito), e a parte espelhada evita a passagem de calor por irradiação.
COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA 
Fórmula genérica: materiais isotrópicos
Nos materiais isotrópicos pode-se calcular a variação de comprimento, e conseqüentemente de área e volume, em função da variação de temperatura:
variação do comprimento em metros (m) ;
coeficiente de dilatação linear em 1/Kelvin (
) ;
comprimento inicial em metros (m) ;
variação de temperatura em Kelvin (K) ou em graus Celsius (°C).
-
- Nota: Visto que se utiliza uma variação, uma diferença, é indiferente que a unidade de medida da temperatura seja graus Celsius ou Kelvin pois ambas são centigradas. Se o coeficiente de dilatação for dado em Fahrenheit, a temperatura do cálculo deve ser também Fahrenheit.
TIPOS DE DILATAÇÃO
Quanto à dilatação dos corpos, esta é de três tipos, uma vez que existem três estados físicos da matéria (sólido, líquido e gasoso).
Dilatação Linear
Na dilatação linear (uma dimensão). O comprimento de uma barra aumenta linearmente. As barras dos trilhos ferroviários são feitas com um espaçamento para a dilatação não causar problemas. Não que as barras dos trilhos ferroviárias sejam feitas no calor, mas para evitar que, com a dilatação térmica, o trilho seja retorcido, já no inverno, com as baixas temperaturas, os trilhos se "retraem", fazendo com que o espaçamento entre os trilhos aumente, vale lembrar também que a dilatação não é um fenômeno visível, variando de acordo com o material e a temperatura. A dilatação linear é apenas teórica, sendo que para que algo exista ele deve ser tridimensional, numa dilatação a matéria ira dilatar em três dimensões, mas como não é possível calcular essa dilatação, adota-se somente o calculo da dilatação linear.
COEFICIENTES DE DILATAÇÃO LINEAR
Os coeficientes de dilatação linear de algumas substâncias e elementos químicos a seguir indicados aplicam-se à faixa de temperaturas indicada. Quando não indicada presume-se uma temperatura ambiente. Na realidade estes coeficientes variam com a temperatura mas assume-se a sua exatidão na faixa indicada.
- Nota: clicando em cada um dos títulos é possível reordenar a tabela.
| Substância | α 10^-6(máx.) | α 10^-6(min.) | Faixa de temperaturas |
|---|---|---|---|
| Gálio | 120,0 | vgv | |
| Índio | 32,1 | ||
| Zinco e suas ligas | 35,0 | 19,0 | 100 °C-390 °C |
| Chumbo e suas ligas | 29,0 | 26,0 | 100 °C-390 °C |
| Alumínio e suas ligas | 25,0 | 21,0 | 100 °C-390 °C |
| Latão | 18,0 | 21,0 | 100 °C-390 °C |
| Prata | 20,0 | 100 °C-390 °C | |
| Aço inoxidável | 19,0 | 11,0 | 540 °C-980 °C |
| Cobre | 18,0 | 14,0 | 100 °C-390 °C |
| Níquel e suas ligas | 17,0 | 12,0 | 540 °C-980 °C |
| Ouro | 14,0 | 100 °C-390 °C | |
| Aço | 14,0 | 10,0 | 540 °C-980 °C |
| Cimento(concreto) | 6,8 | 11,9 | Temp. ambiente |
| Platina | 9,0 | 100 °C-390 °C | |
| Vidro(de janela) | 8,6 | 20 °C-300 °C | |
| Cromo | 4,9 | ||
| Tungstênio | 4,5 | Temp. ambiente | |
| Vidro Pyrex | 3,2 | 20 °C-300 °C | |
| Carbono e Grafite | 3,0 | 2,0 | 100 °C-390 °C |
| Silício | 2,6 | ||
| Quartzo fundido | 0,6 |
Dilatação superficial
Na dilatação superficial (superfície = área, logo, neste caso temos duas dimensões). A dilatação do comprimento e da largura de uma chapa de aço é superficial. Se um disco ou chapa com um furo central dilatar, o tamanho do furo e da chapa aumentam simultaneamente.
Ou seja, é aquela em que predomina a variação em duas dimensões, isto é, a variação da área.
Fórmula
∆A = β . Ao . ∆θ... ∆s=sDilatação volumétrica
Na dilatação volumétrica (calcula-se o volume, logo três dimensões: altura, largura e comprimento). A dilatação de um líquido ou de um gás é volumétrica. O coeficiente de dilatação volumétrica é dado da seguinte forma: Coeficiente de dilatação linear X 3 (o número três representa as dimensões altura, largura e comprimento) encontrando um novo valor que é utilizado nos cálculos onde se verifica a variação do volume.
Fonte: wikipedia
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