quarta-feira, setembro 18

VOYAGER 1 ABANDONA SISTEMA SOLAR E CHEGA AO ESPAÇO INTERESTELAR




         Enviada ao espaço em 1977, a sonda Voyager 1 registrou hoje que completou sua saída do Sistema Solar, encontrando-se agora em espaço interestelar, ou seja, fora do alcance da influência de qualquer estrela. A última distância registrada foi de 19 bilhões de quilômetros do Sol, sendo assim o primeiro objeto feito pelo homem a chegar tão longe.

        A sonda foi criada para explorar os planetas mais externos do nosso sistema solar e, em seguida, deveria seguir para o ponto mais distante que conseguisse. Com isso, 36 anos depois de deixar a Terra, Voyager 1 continua completamente operante, excedendo as expectativas da comunidade científica.

        Junto com o equipamento, foi enviado um disco de ouro com duas mensagens gravadas, uma em inglês, de uma criança dando saudações a qualquer raça alienígena que possa encontrar a sonda e outra em português, sendo dita por uma mulher.

             Para comemorar a marca nunca antes atingida, vários cientistas produziram o vídeo que você confere acima enviando um mensagem para a Voyager 1.









Fonte: TecMundo



Você sabia que o tempo passa mais devagar para as moscas?



      Uma nova pesquisa talvez tenha encontrado uma explicação para o fato de termos tanta dificuldade em matar uma simples mosca: o tempo passa mais devagar para elas. Em uma analogia com a famosa cena de Matrix, em que Keanu Reeves desvia com habilidade de uma série de balas, o The Guardian explica que um jornal enrolado que vem em direção à mosca tem um efeito semelhante.
        Assim como Reeves, a mosca tem bastante tempo para escapar. E isso não acontece apenas com elas. O estudo sugere que vários animais têm percepções diferentes do tempo, já que esse fator está diretamente relacionado ao seu tamanho. Em geral, quanto menor o animal, mais devagar o tempo passa.

Oscilações da luz

          Os pesquisadores apontam que a evidência vem da habilidade dos animais de detectar separadamente os flashes da oscilação da luz. O jornal explica que a “frequência crítica de fusão de oscilação” é o ponto em que os flashes de luz se encontram, para que a luz pareça um elemento constante. É esse ponto que indica a noção de tempo. Estudos comparativos do fenômeno em diferentes animais mostraram que existe uma relação entre essa percepção e o tamanho.

sábado, agosto 31

Metabolismo Energético da Célula

Metabolismo (do grego metabolismos, μεταβολισμός, que significa "mudança", troca ) é o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. O termo "metabolismo celular" é usado em referência ao conjunto de todas as reações químicas que ocorrem nas células. Estas reações são responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula e constituem a base da vida, permitindo o crescimento e reprodução das células, mantendo as suas estruturas e adequando respostas aos seus ambientes.
As reações químicas do metabolismo estão organizadas em vias metabólicas, que são sequências de reações em que o produto de uma reação é utilizado como reagente na reação seguinte. Diferentes enzimas catalisam diferentes passos de vias metabólicas, agindo de forma concentrada de modo a não interromper o fluxo nessas vias. As enzimas são vitais para o metabolismo porque permitem a realização de reações desejáveis mas termodinamicamente desfavoráveis, ao acoplá-las a reações mais favoráveis. As enzimas regulam as vias metabólicas em resposta a mudanças no ambiente celular ou a sinais de outras células.
O metabolismo é normalmente dividido em dois grupos: anabolismo e catabolismo. Reações anabólicas, ou reações de síntese, são reações químicas que produzem nova matéria orgânica nos seres vivos. Sintetizam-se novos compostos (moléculas mais complexas) a partir de moléculas simples (com consumo de ATP). Reações catabólicas, ou reações de decomposição/degradação, são reações químicas que produzem grandes quantidades de energia livre (sob a forma de ATP) a partir da decomposição ou degradação de moléculas mais complexas (matéria orgânica). Quando o catabolismo supera em atividade o anabolismo, o organismo perde peso, o que acontece em períodos de jejum ou doença; mas se o anabolismo superar o catabolismo, o organismo cresce ou ganha peso. Se ambos os processos estão em equilíbrio, o organismo encontra-se em equilíbrio dinâmico ou homeostase.
O metabolismo é fundamentalmente estudado pela Bioquímica, usando muitas vezes também técnicas ligadas à Biologia Molecular e à Genética.

Características gerais


O metabolismo de um organismo determina o quanto de substancia são consumidas sendo que o mesmo possui alto poder de recuperação, o metabolismo além dessa determinação possui por exemplo, alguns procariontes utilizam ácido sulfídrico como nutriente; este gás é no entanto venenoso para animais. A velocidade a que se processa o metabolismo, determinada pela taxa metabólica, também influencia a quantidade de alimento requerida por um organismo.
Uma característica do metabolismo é a semelhança de vias metabólicas básicas entre espécies muito diferentes. Por exemplo, o conjunto de intermediários reacionais encontrados no ciclo dos ácidos tricarboxílicos é encontrado de forma universal, em células tão diferentes como a bactéria Escherichia coli ou o elefante. Esta estrutura metabólica semelhante está provavelmente associada à grande eficiência dessas vias e na sua antiguidade na história da evolução.

quinta-feira, agosto 29

5 descobertas científicas incríveis que ainda não são utilizadas

fonte imagem: zun.com

 Ao lermos sobre descobertas científicas, às vezes nos perguntamos se aquilo realmente vai servir para alguma coisa. A verdade é que, muitas vezes, nem mesmo os cientistas sabem a resposta para essa pergunta.
Todos os dias, pesquisadores espalhados pelo mundo descobrem elementos ou constatam situações da natureza absolutamente incríveis. No entanto, algumas coisas são tão inusitadas que ninguém sabe ao certo o que é possível fazer com isso. O site Gizmodo reuniu alguns desses itens, que trazemos aqui em uma lista bastante curiosa.

O efeito placebo

Você com certeza já deve conhecer o efeito placebo: ao dar a alguém doente uma substância sem efeitos, mas dizendo que aquilo é um remédio, pode-se muitas vezes fazer com que o próprio corpo se cure. Em outras palavras, um monte de farinha poderia curar algumas doenças tanto quanto remédios produzidos em laboratórios.
Teoricamente, a possibilidade é incrível, mas os experimentos mostram que, quando o placebo é administrado com drogas que bloqueiam o efeito da morfina, por exemplo, o efeito desaparece. Então, já se sabe que o resultado do placebo sai da esfera psicológica e passa a agir biologicamente. No entanto, ainda sabemos muito pouco sobre o fenômeno: até agora ninguém descobriu exatamente como tudo isso acontece, nem mesmo se sabe como é possível usar isso de forma efetiva.

APP PARA FACILITAR O ENSINO DE FÍSICA



             Uma editora brasileira está inovando no ensino de Física a jovens do ensino médio. Trata-se da EvoBooks, que acaba de anunciar uma novidade bem interessante. Estamos falando de um aplicativo para Android que promete ensinar os conceitos de cinemática de uma forma muito mais interativa do que a encontrada em livros didáticos existentes no mercado de todo o mundo.

              A EvoBooks promete que o aplicativo Cinemática — à venda por R$ 29,90 na Google Play Store — irá permitir melhor entendimento dos alunos. “Com mais interatividade, estimulamos a curiosidade dos alunos, prendendo sua atenção. Com isso, potencialmente o resultado nas avaliações aumenta, bem como a evasão diminui”, complementa o diretor-executivo da empresa, Felipe Rezende.

               No site da EvoBooks, também é possível adquirir uma versão do aplicativo desenvolvida especialmente para computadores com Windows. Segundo informações da própria editora, há planos para o lançamento de conteúdos digitais para o ensino de matérias nas disciplinas de Matemática e Português. 


Leia mais em:TecMundo

sábado, maio 25

UNUNPÊNTIO



            Ununpêntio (nome temporário, do latim um, um, cinco), "Elemento 115" e eca-bismuto é um elemento químico sintético de símbolo temporário Uup e número atômico 115.

            É um elemento transurânico, radioativo, provavelmente metálico e sólido. A descoberta foi anunciada por cientistas Russos e Note-Americanos no início de 2004,porém os resultados ainda não foram confirmados.


História

          Em 1 de fevereiro de 2004, a síntese dos elementos unúntrio e ununpêntio foi relatada por uma equipe composta de cientistas russos na Universidade de Dubna do "Joint Institute for Nuclear Research", e por cientistas norte-americanos do "Lawrence Livermore National Laboratory". A descoberta do elemento ainda não foi confirmada.
        A equipe relatou que bombardeou amerício (número atômico 95) com cálcio (número atômico 20) para produzir quatro átomos de ununpêntio. Estes átomos , segundo o relato, deteriou em átomos de unúntrio (113) numa fração segundo. O unúntrio produzido estabilizou durante 1,2 segundos antes de decair em elementos naturais.
          "Ununpêntio" é um nome sistemático, temporário, adotado pela IUPAC.

Isótopos




        Supõe-se que seu isótopo Uup-299, com 184 neutrões, seja bem mais estável que os demais, porque 184 é considerado o próximo "número mágico" para neutrões, depois de 126 (o número de neutrões do Pb-208, o mais pesado dos isótopos estáveis).




DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR


COMPORTAMENTO TÉRMICO DOS SÓLIDOS

No estado sólido, as moléculas da substância se dispõem de maneira regular e entre elas agem intensas forças de coesão. As moléculas não permanecem em repouso, mas seus movimentos são limitados, havendo apenas uma vibração em torno de certas posições.



À medida que se aumenta a temperatura de um sólido, a amplitude das vibrações moleculares aumenta. em consequência, aumentam as dimensões do corpo sólido. A este fenômeno dá-se o nome de DILATAÇÃO TÉRMICA.

Ao passo que, se a temperatura diminuir as dimensões do sólido também diminuem, ocorrendo uma CONTRAÇÃO TÉRMICA.




As Leis e fórmulas da dilatação térmica são obtidas experimentalmente. Embora a dilatação ocorra simultaneamente nas três dimensões do sólido, é comum analisar separadamente uma dilatação térmica linear  (para uma dimensão), uma dilatação térmica superficial (para dimensões: área de uma superfície) e uma dilatação volumétrica (para três dimensões).



DILATAÇÃO LINEAR

O comprimento de uma barra é Lo na temperatura teta ϴ0. Ocorrendo um aumento na temperatura  Δϴ = ϴ - ϴ0 , onde  ϴ é a temperatura final, o comprimento da barra passa a ser L.





Ocorreu, portanto, uma dilatação linear, caracterizada pela variação de comprimento ΔL = L - Lo. Realizando a experiência, verifica-se que a variação de comprimento ΔL é diretamente proporcional ao comprimento inicial Lo e à variação de temperatura Δϴ , sendo válido escrever:  

ΔL=L0 .α .Δϴ

O coeficiente de proporcionalidade α é uma característica do material que constitui a barra, denominada coeficiente de dilatação térmica linear desse material. da fórmula anterior:                      



Na prática diária há várias situações em que a dilatação térmica dos materiais pode provocar problemas que precisam ser resolvidos de forma conveniente. Veja alguns deles:

 Em dias quentes, os trilhos das ferrovias tendem a se dilatar, podendo encurvar. É necessário deixar espaços entre as barras de trilhos para permitir sua expansão.


sábado, maio 18

A HISTÓRIA DA TEORIA ATOMÍSTICA








           Demócrito (c. 460 – 370 a. C.) era natural da cidade portuária de Abdera, na costa norte do mar Egeu.

         Considerado o último grande filósofo da natureza, Demócrito concordava com seus antecessores num ponto: as transformações que se podiam observar na natureza não significavam que algo realmente se transformava. Ele presumiu, então, que todas as coisas eram constituídas por uma infinidade de partículas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna e imutável. A estas unidades mínimas Demócrito deu o nome de átomos.

             A palavra átomo significa indivisível. Para Demócrito era muito importante estabelecer que as unidades constituintes de todas as coisas não podiam ser divididas em unidades ainda menores. Isto porque se os átomos também fossem passíveis de desintegração e pudessem ser divididos em unidades ainda menores, a natureza acabaria por se diluir totalmente.

           Além disso, as partículas constituintes da natureza tinham que ser eternas, pois nada pode surgir do nada. Neste ponto, Demócrito concordava com Parmênides e com os eleatas. Para ele, os átomos eram unidades firmes e sólidas. Só não podiam ser iguais, pois se todos os átomos fossem iguais não haveria explicação para o fato de eles se combinarem para formar por exemplo rochas ou mesmo seres.

Por que fica escuro quando apagamos a luz?


A pergunta pode parecer boba, mas a resposta revela algumas curiosidades sobre o comportamento das ondas eletromagnéticas.
  






              Por que fica escuro quando apagamos a luz? “Porque sim” não é resposta, apesar dos nossos pais nos terem dito isso incontáveis vezes, quando éramos crianças. Para onde vai essa luz que acabamos de apagar? Ela deixa de existir? Vai para outro lugar? Ou vira outra coisa?


            A resposta está mais perto da última opção. A luz, como uma das muitas ondas eletromagnéticas que nos circundam, é uma das pouquíssimas visíveis aos nossos olhos. Há toda uma gama de outras frequências de ondas eletromagnéticas que não somos capazes de ver.

               Quando desativamos o disjuntor de luz, os elétrons dos átomos que só emitem a luz visível deixam de ser estimulados e passam a emitir apenas radiações de outras frequências.

         A luz que vemos e as cores são radiações desses elétrons dos átomos que respondem com frequências próprias à energia que recebem. Quando apagamos a luz, a energia que estávamos dando a esses átomos sai deles, agora como outra “espécie” de luz, em outras frequências invisíveis para nós.

Fonte: Megacurioso

sexta-feira, abril 5

Alcano



Os alcanos, também chamados parafinas, são hidrocarbonetos alifáticos saturados, de fórmula geral CnH2n+2. Estes se apresentam em cadeias lineares ou ramificadas. Os alcanos lineares são designados, na nomenclatura oficial, através de prefixos, geralmente gregos, seguidos do infixo "an" e sufixo "o". Nos alcanos , os átomos de carbono usam quatro orbitais híbridos, equivalentes sp³, para se ligar tetraedricamente a quatro outro átomos (carbono ou hidrogênio).

Nomenclatura

Sistema IUPAC

O nome de todos os alcanos termina com -ano. Alcanos de cadeia normal com oito ou menos carbonos são nomeados conforme a seguinte tabela, que também dá o nome do radical alcoila, alquila, ou ainda alquilo (em Portugal), formado pelo destacamento de uma ligação de hidrogênio. Deve-se trocar a terminação em il ou -ila, (dos nomes apresentados para -ilo, de modo a obter o nome dos radicais em português de Portugal). Para uma lista mais completa dos alcanos e suas nomenclaturas e estruturas moleculares, veja lista de alcanos, para uma lista mais completa de alcanos e suas propriedades comparadas, veja propriedades de alcanos.

Nome do alcano Fórmula do Alcano Grupo alcoil Fórmula do grupo alcoil P.F. (°C) P.E. (°C)
metano CH4 metil(a) CH3 -183 -162
etano C2H6 etil(a) C2H5 -172 -88
propano C3H8 propil(a) C3H7 -190 -45
butano C4H10 butil(a) C4H9 -135 +0,6
pentano C5H12 pentil(a) C5H11 -131 +36
hexano C6H14 hexil(a) C6H13 -94 +69
heptano C7H16 heptil(a) C7H15 -90 +98
octano C8H18 octil(a) C8H17 -58 +126

veja aqui estruturas tridimensionais interactivas de alguns alcanos de cadeia reta
Alcanos ramificados são nomeados como segue:

exemplo Nomenclatura IUPAC dos alcanos
  • Separa-se a cadeia de carbonos mais longa na estrutura; tal cadeia constituirá a base do nome em função do números de átomos de carbono que procede (3: propano, 4: butano, 5: pentano, 6: hexano, 7: heptano, 8: octano, 9: nonano, 10: decano, 11: undecano, etc...)
Nomenclatura IUPAC dos alcanos
5 átomos: pentano
  • numera-se sequencialmente a cadeia de carbono partindo-se de uma extremidade; a extremidade a ser escolhida é aquela que traga as ramificações (uma ou mais ligação com outro átomo de carbono) com o menor número possível.
Nomenclatura IUPAC dos alcanos
da esquerda para a direita: 2,2,4 --> sim
da direita para a esquerda: 2,4,4 --> não
  • Nomear as ramificações de forma análoga a cadeia principal, substituindo o sufixo -ano pelo sufixo -il (assim, 1: metil, 2:etil, 3: propil, etc...)
  • reagupar as ramificações em ordem alfabética e se aparecer mais de uma mesma fórmula, indicar a multiplicidade através de prefixo (di-, tri-, tetra-, etc...)

3 grupos CH3: tri-metil-
  • o nome será constituído pela lista de ramificações precedentes pelo número de átomos da cadeia principal, seguido pela cadeia principal. Os substituintes devem seguir em ordem alfabética.
Nomenclatura IUPAC dos alcanos
2,2,4-trimetilpentano

Curiosidade: o 2,2,4-trimetilpentano é usado para definir um combustível de octanagem igual a 100.

Perigos

O metano é explosivo quando misturado com o ar (1 - 8% CH4), e é um gás forte: Outros alcanos inferiores também podem formar misturas explosivas com o ar. Os alcanos líquidos são altamente inflamáveis, embora esse risco diminua com o comprimento da cadeia de carbono. Pentano, hexano, heptano, octano são classificados como perigosos e prejudiciais para o ambiente. A cadeia reta de isômero de hexano é uma neurotoxina, e por isso raramente utilizado comercialmente. O Metano é um gás que não propaga cheiro, ou seja, não é possível identifica-lo apenas pelo olfato.

Aplicações

As aplicações de certo alcano podem muito bem ser determinadas em função do número de átomos de carbono. Os primeiros quatro alcanos são usados principalmente para aquecimento e para fins de cozinha e, em alguns países para a produção de electricidade. Metano e etano são os principais componentes do gás natural, são normalmente armazenados como gases sob pressão. No entanto, é mais fácil para transportá-los como líquidos: Isto exige tanto compressão quanto arrefecimento do gás.
Propano e butano podem ser liquefeitos em pressões não muito altas, e a mistura é conhecida como Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). Propano, por exemplo, é usado no queimador de gás propano, e butano em isqueiros descartáveis. Os dois alcanos são usados como propelentes em sprays aerossol.
Dos pentanos aos octanos, os alcanos são líquidos razoavelmente voláteis. Eles são usados como combustíveis em motores de combustão interna, já que eles vaporizam facilmente na entrada da câmara de combustão, sem formar gotas, o que iria prejudicar a uniformidade da combustão. Alcanos de cadeia ramificada são preferidos, pois eles são muito menos propensos a ignição prematura, o que provoca batimentos quando sua cadeira reta homologa. Esta propensão para prematura ignição é medida pela octanagem do combustível, onde 2,2,4-trimetilpentano (isooctano) tem um valor arbitrário de 100, e heptano tem um valor de zero. Para além da sua utilização como combustíveis, os alcanos também são bons solventes para substâncias não-polares.
Alcanos de nove carbonos até, por exemplo, os de dezesseis átomos de carbono, são líquidos de viscosidade maior, cada vez menos adequados para o uso em gasolina. Formam a maior parte do diesel e querosene. Dieseis são caracterizados pelo seu número de cetano (nome antigo para hexadecano). No entanto, o maior ponto de fusão desses alcanos podem causar problemas a baixas temperaturas e em regiões polares, onde o combustível se torna demasiadamente espesso para o fluxo correto.
Alcanos de hexadecano para cima formam o mais importante componente do óleo combustível e óleo lubrificante. Em função deste último, elas funcionam ao mesmo tempo como agentes anti-corrosivos, por que seu carácter hidrofóbico não deixa que a água chegue à superfície metálica. Muitos alcanos sólidos são utilizados como cera parafina, por exemplo, nas velas. Isto não deve ser confundido com a verdadeira cera, que consiste principalmente de ésteres.
Alcanos com uma cadeia de aproximadamente 35 ou mais átomos de carbono são encontrados em betume, utilizado, por exemplo, na superfície das estradas. No entanto, os maiores alcanos têm pouco valor e são geralmente divididos em alcanos menores por “cracking”.
Alguns polímeros sintéticos, como polietileno e polipropileno são alcanos com cadeias contendo centenas de milhares de átomos de carbono. Estes materiais são usados em inúmeras aplicações. Bilhões de quilogramas de estes materiais são feitas e utilizadas em cada ano.

Propriedades

Propriedades físicas

  • Alcanos são praticamente insolúveis em água.
  • Alcanos são menos densos que a água.
  • Pontos de fusão e ebulição dos alcanos geralmente aumentam com o peso molecular e com o comprimento da cadeia carbônica principal.
  • Em condições normais, do CH4 até C4H10, alcanos são gasosos; do C5H12 até C17H36, eles são líquidos; e depois de C18H38, eles são sólidos.
  • As moléculas de alcanos podem ligar-se entre si por força de Van der Waals. Estas forças tornam-se mais interessantes à medida que o tamanho das moléculas aumentam.

Propriedades químicas

  • Alcanos possuem baixissimaa reatividade porque as ligações simples C-H e C-C são relativamente estáveis, difíceis de quebrar e são apolares. Eles não reagem com ácidos, bases, metais ou agentes oxidantes. Pode parecer surpreendente, mas o petróleo (em que o octano é um dos principais componentes) não reage com ácido sulfúrico concentrado, metal sódio ou manganato de potássio. Esta neutralidade é a origem do termo parafinas (do Latim para+affinis, que significa "pouca afinidade").



Fonte: Wikipédia ( acesso em 5/4/13 às 15h)

segunda-feira, março 25

5 tecnologias que estão nos deixando mais burros

A tecnologia facilita a vida das pessoas, não há dúvidas disso. Mas será que todas as facilidades são 100% benéficas para nós? Há muitos estudos que dizem que os equipamentos e sistemas — criados para eliminar a necessidade de trabalho por parte de quem os está utilizando  — podem fazer com que o cérebro humano deixe de raciocinar com tanta eficiência como fazia em outros tempos.
E não estamos falando de funções extremamente complicadas, mas de alguns itens cotidianos que realmente podem interferir em nossas vidas. Você deve conhecer alguns exemplos bem comuns disso, não é mesmo? Pois confira agora uma lista com os cinco maiores casos de tecnologias que nos desestimulam a pensar e veja se as suas apostas foram concretizadas. A escolha foi feita com base em um artigo publicado pelo Discovery News.

1. GPS

Se você precisa chegar em algum lugar, qual é a solução mais viável? Alguns podem pegar mapas, outros calculam as rotas automaticamente pelo Google Maps e um terceiro tipo de pessoa prefere utilizar os aparelhos de navegação por GPS. Qual dos perfis descritos tem menos trabalho para chegar até onde desejam? Acertou quem escolheu os donos de GPS.
5 tecnologias que estão nos deixando mais burros 
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Sem precisar de cálculos prévios, tudo o que o motorista precisa fazer é dirigir seu carro e seguir as instruções do pequeno aparelho. Toda a “Memória de Navegação Espacial” fica adormecida nesse caso, fazendo com que um setor cerebral que trabalharia no momento seja completamente inutilizado por algum tempo.
Tudo isso é relacionado ao hipocampo, que ao ser atrofiado também pode influenciar na aparição do Mal de Alzheimer. Um estudo realizado no início dos anos 2000 ainda mostra mais um fator relacionado a isso. Analisando o cérebro de várias pessoas da Inglaterra, chegou-se à conclusão de que os taxistas londrinos tinham o hipocampo maior que o de outras pessoas.

2. Calculadora

Calcule: (4x + 12).(4 + 3x). É uma conta relativamente simples que exige poucos passos para ser resolvida, mas há muitas pessoas que preferem utilizar uma calculadora para chegar aos resultados. Em operações matemáticas mais complexas é aceitável a utilização de artifícios que tornem o processo mais simples, mas o problema é que isso tem se tornado um hábito ruim.
5 tecnologias que estão nos deixando mais burros 
 (Fonte da imagem: iStock)

É comum vermos pessoas utilizando as calculadoras para somas muito simples, somente pelo fato de que é mais cômodo. Quando se torna necessário fazer alguma conta de cabeça — ou mesmo com papel e caneta —, a dúvida chega bem antes da solução.

sábado, março 23

Soluções: Soluto, solvente, concentração e curva de solubilidade.


 Aproximadamente 90% das reações químicas acontecem com os reagentes dissolvidos em algum líquido. Muitas das coisas que consumimos também são soluções. Daí a importância de entendermos algumas coisas sobre soluções.
 Uma solução é sempre composta de duas coisas: uma que dissolve, que chamaremos de solvente, e outra que é dissolvida, que chamaremos de soluto. Assim, quando tomamos um susto e nossa avó prepara um copo de água com açúcar para que nos acalmemos, ela prepara uma solução onde a água é o solvente e o açúcar é o soluto. O que talvez ela não saiba é que água com açúcar não tem o mínimo efeito calmante...
Nosso "calmante da vovó" pode estar muito ou pouco doce. Quimicamente falando, o que está variando é a concentração. Quanto mais doce estiver, mais açúcar encontra-se dissolvido e mais concentrada a solução estará.

Concentração

A concentração é a relação entre a quantidade de soluto e o volume da solução. É bastante óbvio que se colocarmos uma colher de chá de açúcar em um copo com água o resultado será menos doce do que se colocarmos uma colher de sopa de açúcar no mesmo copo com água. A primeira solução é menos concentrada que a segunda, ou seja, possui menos massa de soluto do que a segunda, para o mesmo volume de solvente.
Matematicamente podemos escrever uma expressão para calcular a concentração:

Todos sabemos que a quantidade de soluto que pode ser adicionado a um solvente não é infinita. Se nossa avó, ao preparar nosso copo de água com açúcar, exagerar no açúcar, parte dele não será dissolvido, permanecendo sólido no fundo do copo. Podemos então concluir que existe um limite para a quantidade de soluto. É o que chamamos de coeficiente de solubilidade. 
As coisas agora podem parecer meio confusas, mas leia com atenção que você entenderá esses conceitos com clareza:

Concentração máxima

Temos um certo volume de solvente puro, ou seja, não adicionamos nada nele - ainda. Começamos a colocar vagarosamente pequenas quantidades de soluto. À medida que isso é feito, a concentração começa a aumentar. Continuamos adicionando soluto, a concentração continua aumentando até que colocamos uma pitada do soluto e este não mais se dissolve. Atingimos a máxima concentração que essa solução pode ter e, mesmo que adicionemos mais soluto, a concentração não se alterará mais.
Entenda que a concentração é a relação da massa do soluto dissolvido em um certo volume de solução. Se colocamos soluto em excesso e ele não se dissolver, ele não fará parte da solução, ficará depositado no fundo do recipiente no estado sólido e portanto não influenciará na concentração.
Perceba que isso nos remete a algo muito interessante: se gostamos de café bem doce, existe um limite de quantidade de açúcar que podemos colocar no café para que ele dissolva. Toda a quantidade que colocarmos a mais ficará depositada no fundo da xícara e não tornará o café mais doce, apenas desperdiçará mais açúcar.

Concentração e densidade

Algum leitor deve ter batido os olhos na figura da lousa e se perguntado: A relação da massa e volume não é a densidade?

É sim, mas fique atento ao seguinte detalhe: embora possamos escrever as duas expressões como m/V, na concentração "m" representa a massa apenas do soluto, enquanto que na densidade o "m" representa a massa total da solução (soluto + solvente). Perceba também que quando a concentração aumenta (adição de soluto), a densidade também aumenta, pois estamos adicionando mais massa à solução.

Química Orgânica


A Química Orgânica é uma divisão da Química que foi proposta em 1777 pelo químico sueco Torbern Olof Bergman. A química orgânica era definida como um ramo químico que estuda os compostos extraídos dos organismos vivos. 
Em 1807, foi formulada a Teoria da Força Vital por Jöns Jacob Berzelius. Ela baseava-se na ideia de que os compostos orgânicos precisavam de Em 1828, Friedrich Wöhler , discípulo de Berzelius, a partir do aquecimento de cianato de amônio, produziu a ureia; começando, assim, a queda da teoria da força vital. Essa obtenção ficou conhecida como síntese de Wöhler. Após, Pierre Eugene Marcellin Berthelot realizou toda uma série de experiências a partir de 1854 e em 1862 sintetizou o acetileno. Em 1866, Berthelot obteve, por aquecimento, a polimerização do acetileno em benzeno e, assim, é derrubada a Teoria da Força Vital.uma força maior (a vida) para serem sintetizados.
Percebe-se que a definição de Bergman para a química orgânica não era adequada, então, o químico alemão Friedrich August Kekulé propôs a nova definição aceita atualmente: “Química Orgânica é o ramo da Química que estuda os compostos do carbono”. Essa afirmação está correta, contudo, nem todo composto que contém carbono é orgânico, por exemplo o dióxido de carbono, o ácido carbônico, a Grafite, etc, mas todos os compostos orgânicos contém carbono.
Essa parte da química, além de estudar a estrutura, propriedades, composição, reações e síntese de compostos orgânicos que, por definição, contenham carbono, pode também conter outros elementos como o oxigênio e o hidrogênio. Muitos deles contêm nitrogênio, halogênios e, mais raramente, fósforo e enxofre.

Características

Dentro da química orgânica existem as funções orgânicas (compostos ôrganicos de características químicas e físicas semelhantes). Existem muitas funções, sendo as mais comuns:
  • Hidrocarbonetos (Alcanos, Alcenos, Alcinos, Alcadienos, Alceninos, Cicloalcanos, Cicloalcenos)
  • Haleto
  • Álcool
  • Enol
  • Fenol
  • Éter
  • Éster
  • Aldeído
  • Cetona
  • Ácido carboxílico
  • Aminas
  • Amida
  • Nitrocompostos
  • Nitrilas
  • Isonitrila
  • Compostos de Grignard
As razões para que haja muitos compostos orgânicos são:
  • A capacidade do carbono de formar ligações covalentes com ele mesmo. São solventes dos compostos orgânicos: o éter e o álcool, por exemplo.
  • O raio atômico relativamente pequeno do Carbono em relação aos outros elementos da família 4A.
  • Sua eletronegatividade não é muito forte, podendo reagir sem precisar de grandes somas de energia.
  • Elemento muito abundante.
 

Características do Carbono

  • O carbono é tetravalente, ou seja, por possuir 4 elétrons na camada de valência efetua 4 ligações.
  • Ligações múltiplas, isto é, forma ligações simples, dupla e triplas.
  • O caráter da ligação é anfótero (não importa se é metal ou não-metal).
  • Formar cadeias carbônicas
  • Possui 3 hibridizações: sp³, sp² e sp.

Astrônomos encontram sistema solar distante com planetas gigantes


Sistema solar giganteUm time de astrônomos encontrou um sistema, muito parecido com o nosso sistema solar, a mais de 130 mil anos-luz de distância da nossa galáxia com planetas gigantes. Os pesquisadores puderam identificar quatro planetas muito grandes que giram ao redor de uma estrela e a descoberta poderá ajudar a ciência a entender como sistemas solares são formados. As informações são do site Space Daily.

O sistema é considerado novo pelos pesquisadores e é uma versão maior do nosso próprio sistema, sugerindo a possível existência de outros planetas com dimensões similares às do planeta Terra que também estão na órbita da estrela HR 8799, que possui 1,5 vez o tamanho do Sol e erradia mais luz do que a nossa estrela. Os planetas que circundam a estrela devem ter aproximadamente 30 milhões de anos, e o sistema também possui asteróides, cometas e discos de poeira.

Os pesquisadores focaram sua análise no planeta HR 8799c, que possui dimensões parecidas com as de Júpiter e orbita a estrela HR 8799 a uma distância equivalente a que Plutão orbita do Sol. O planeta também possui água e carbono em sua atmosfera.

quarta-feira, março 6

Notação Científica


Notação científica, é também denominada por padrão ou notação em forma exponencial, é uma forma de escrever números que acomoda valores demasiadamente grandes (100000000000) ou pequenos (0,00000000001) para serem convenientemente escritos em forma convencional. O uso desta notação está baseado nas potências de 10 (os casos exemplificados acima, em notação científica, ficariam: 1 × 1011 e 1 × 10−11, respectivamente). Como exemplo, na química, ao se referir à quantidade de entidades elementares (átomos, moléculas, íons, etc), há a grandeza denominada quantidade de matéria (mol).
Um número escrito em notação científica segue o seguinte modelo:
\mathbf{m}\ \times\ 10^{\mathbf{e}}
O número m é denominado mantissa e e a ordem de grandeza. A mantissa, em módulo, deve ser maior ou igual a 1 e menor que 10, e a ordem de grandeza, dada sob a forma de expoente, é o número que mais varia conforme o valor absoluto.
Observe os exemplos de números grandes e pequenos:
  • 600 000
  • 30 000 000
  • 500 000 000 000 000
  • 7 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000
  • 0,0004
  • 0,00000001
  • 0,0000000000000006
  • 0,0000000000000000000000000000000000000000000000008
A representação desses números, como apresentada, traz pouco significado prático. Pode-se até pensar que esses valores são pouco relevantes e de uso quase inexistente na vida cotidiana. Porém, em áreas como a física e a química, esses valores são frequentes. Por exemplo, a maior distância observável do universo mede cerca de 740 000 000 000 000 000 000 000 000 m, e a massa de um próton é aproximadamente 0,00000000000000000000000000167 kg.
Para valores como esses, a notação científica é mais adequada, pois apresenta a vantagem de poder representar adequadamente a quantidade de algarismos significativos. Por exemplo, a distância observável do universo, do modo que está escrito, sugere a precisão de 27 algarismos significativos. Mas isso pode não ser verdade (é pouco provável 25 zeros seguidos numa aferição).

Termometria


1. Noção Sensitiva da Temperatura 

























 Atermometria é um setor da Termologia que estuda a temperatura e suas medidas.
A primeira noção que se tem de temperatura é a sensação de frio ou de quente, verificada ao se tocar um corpo. Ao tocarmos diversos objetos, na maioria das vezes, conseguimos colocá-los em ordem crescente de temperatura, dizendo qual está à temperatura maior e à temperatura menor. O sentido do tato nos proporciona a mais simples noção de temperatura de um corpo. Porém, nossos sentidos se enganam com muita freqüência, não podendo ser utilizados como medida precisa para a temperatura, pois eles são diferentes de uma pessoa para outra e dependem do estado em que ela se encontrava anteriormente. Por exemplo, se mergulharmos a mão direita em água quente e a esquerda em água fria, e em seguida mergulharmos as duas em água a uma temperatura intermediária, esta água nos parece mais fria na mão direita e mais quente na mão esquerda.
Embora o tato nos dê uma primeira noção do estado térmico, ou da temperatura de um corpo, a experiência anterior deixa claro que ele não é muito útil para propósitos científicos.
A conceituação de temperatura é fundamental para o estudo da Física Térmica.

2. Medida de Temperatura
Para que a medida de temperatura não dependa da nossa percepção fisiológica, recorremos a algumas grandezas físicas mensuráveis que variam quando a temperatura de um corpo varia. Entre elas estão o volume de um líquido, o comprimento de uma barra, a resistência elétrica de um fio, a pressão de um gás a volume constante, etc. Qualquer uma dessas grandezas pode ser usada para avaliar indiretamente a temperatura de um corpo.
Por exemplo, o comprimento de uma barra metálica aumenta (dilata) quando ela é aquecida, ou seja, quando a sua temperatura aumenta. Então, podemos medir sua temperatura indiretamente, analisando o seu comprimento.
Termometria
No entanto, para pequenas variações de temperatura, é praticamente imperceptível a alteração no comprimento da barra e teríamos dificuldades para avaliar seu estado térmico. Para que possamos medir com mais precisão a temperatura de um corpo, devemos escolher uma substância em que pequenas variações no seu estado térmico provoquem variações significativas e mensuráveis na propriedade física que foi escolhida. Geralmente a substância escolhida é o mercúrio, ou o alcool, pois seu volumes respondem, de maneira significativa, às alterações na sua temperatura.